quarta-feira, 24 de setembro de 2008

A paixão da matemática

A paixão da matemática
Um Quociente apaixonou se
Um diaDoidamente
Por uma Incógnita.
Olhou a com seu olhar inumerável
E viu a, do Ápice à Base...
Uma Figura Ímpar;
Olhos rombóides, boca trapezóide,
Corpo ortogonal, seios esferóides.
Fez da sua
Uma vida Paralela a dela.
Até que se encontraram
No Infinito."Quem és tu?"
indagou ele
Com ânsia radical.
"Sou a soma do quadrado dos catetos.
Mas pode me chamar de Hipotenusa."
E de falarem descobriram que eram
O que, em aritmética, corresponde
A alma irmãs
Primos entre si.
E assim se amaram
Ao quadrado da velocidade da luz.
Numa sexta potenciação...
TraçandoAo sabor do momento
E da paixão...
Retas, curvas, círculos e linhas senoidais.
Escandalizaram os ortodoxosdas
fórmulas euclideanas...
E os exegetas do Universo Finito.
Romperam convenções newtonianase pitagóricas.
E, enfim, resolveram se casar
Constituir um lar.
Mais que um lar.
Uma Perpendicular.
Convidaram para padrinhos
O Poliedro e a Bissetriz.
E fizeram planos, equações
ediagramas para o futuro
Sonhando com uma felicidade
IntegralE diferencial.
E se casaram e tiveramuma secante e três cones
Muito engraçadinhos.
E foram felizes
Até aquele dia
Em que tudo, afinal,Vira monotonia.
Foi então que surgiu
O Máximo Divisor Comum...
Freqüentador de Círculos Concêntricos.
Viciosos.Ofereceu lhe, a ela,
Uma Grandeza Absoluta,
E reduziu a a um Denominador Comum.
Ele, Quociente, percebeu
Que com ela não formava mais...
Um Todo.Uma Unidade.
Era o Triângulo,Tanto chamado amoroso.
Desse problema ela era a fração
Mais ordinária.
Mas foi então que Einstein descobriu
Relatividade.
E tudo que era expúrio passou a ser Moralidade
Como aliás,
em qualquerSociedade.

Millor FernandesA

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